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As fontes de Caxambu

Fonte D. Pedro
Esta é a fonte mais antiga e simbólica do Parque das Águas. O nome é uma homenagem ao Imperador D. Pedro II, representado também pela réplica da coroa imperial sobre o pilar de mármore.

A captação ocorreu em meados do séc. XIX, e o atual pavilhão data de 1960.

Por ser rica em gás carbônico e bicarbonato de sódio, sua água estimula os órgãos digestivos eliminando perturbações gastrintestinais.

Fonte Duque de Saxe
Esta fonte, conhecida também como fonte sulfurosa devido a rica presença de enxofre, tem no nome uma homenagem ao marido de D. Leopoldina (genro do Imperador).
A fonte Duque de Saxe tem como diferencial o ponto de inalação do gás sulfídrico que atua no aparelho respiratório desobstruindo as vias respiratórias dentre outros benefícios.

Sua água é usada no tratamento do aparelho gastrintestinal, fígado e vias biliares. O banho sulforoso no balneário é indicado para a pele e dores reumáticas.

Fonte D. Leopoldina
As primeiras fontes hidrominerais de Caxambu foram descobertas por volta de 1814. A Fonte Dona Leopoldina foi captada em 1850 e o projeto arquitetônico data de 1912. Seu nome é uma homenagem a filha do Imperador D. Pedro II.

Indicada para problemas hepáticos, de vesícula biliar e alterações do intestino grosso.

Fontes Mayrink 1, 2 e 3
As fontes Mayrink I, II e III foram captadas na última década do séc. XIX. O pavilhão quadrado baseia–se na arquitetura do Arco do Triunfo em Paris.
As fontes prestam homenagem a um grande empresário e figura importante nos negócios do Império, o Conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Dentre outras benfeitorias em Caxambu se destaca o reinicio e término (com recursos próprios) das obras da Igreja Santa Isabel da Hungria.

As águas da Fonte Mayrink I são indicadas para gargarejos; as da Fonte Mayrink II são indicadas para qualquer tipo de irritação nos olhos, e a Fonte Mayrink III oferece água mineral sem gás, que atualmente é utilizada para engarrafamento, banhos no Balneário e abastece também a piscina do Parque das Águas.

Fonte Ernestina Guedes
Descoberta em 1950, seu nome foi dado em homenagem à família Guedes que sempre participou do desenvolvimento de nossa cidade.
A arquitetura foi a mesma projetada para o antigo pavilhão da fonte D. Pedro.
Para banhar–se utilize os chuveiros ao redor do Gêiser.

Esta água, dentre outros benefícios, é indicada para o tratamento de afecções da pele .

Fontes D. Isabel e
Conde D'Eu

Foi com as águas desta fonte que em 1868 a Princesa Isabel curou sua esterilidade. Em sinal de agradecimento e em cumprimento a uma promessa, a Princesa e o Conde D'Eu determinaram a construção, em Caxambu, da Igreja Santa Isabel, dedicada à Rainha da Hungria.
Estas fontes férreas passaram a dividir o mesmo pavilhão em 1910 . O molde das mãos unidas representam o casal imperial. As mãos que serviram de modelo foram a do casal Margarida e Edmundo Dantas (Gerente da Empresa das Águas de Caxambu).

Suas águas altamente ferruginosas são energéticas e indicadas para o tratamento da anemia.

Fonte Beleza
Como as fontes Duque de Saxe e D. Leopoldina, seu estilo obedeceu ao empregado na época para as fontes francesas, e o projeto de 1913 é de origem belga.
Esta é a antiga fonte intermitente, perfurada pelo Dr. Viotti em 1866. A fonte quando voltou a jorrar após algum tempo seca, causou grande surpresa e recebeu o nome de Beleza, pela admiração que causava.

Rica em magnésio, cálcio e flúor, esta água é indicada para a formação dos ossos e dentição. O magnésio atua também no sistema nervoso como calmante, combatendo o estresse.

Fonte Venâncio
A Fonte Venâncio foi captada em 1936. Seu nome é uma homenagem a um caxambuense que dedicou grande parte de sua vida ao Parque das Águas, o sr. Venâncio da Rocha de Figueiredo, que também participou das captações das fontes de Lambari e Cambuquira.

Sua água radioativa possui ação diurética, digestiva e atua normalizando a pressão arterial.

Fonte Viotti
O nome desta fonte é uma homenagem a um grande estudioso das águas minerais, o Dr. Policarpo de Magalhães Viotti, ilustre caxambuense que em 1886 fundou a primeira empresa responsável pela comercialização das águas minerais, a Empresa das Águas de Caxambu.

Esta água possui grande poder diurético e ação solvente de cálculos renais.

Gêiser
Caxambu possui no Gêiser uma raridade que atrai turistas do mundo todo. Com alcance de 8m de altura (agora melhor distribuído para banhos através de uma construção cônica) e temperatura média de 27º C, a água multi - mineralizada do Gêiser Dr. Floriano Lemos, é ideal para a pele.

Gêiser é um fenômeno natural, com erupção intermitente de água, com temperatura variável, contendo sais dissolvidos e emanação de gases.

Observação:
Para a utilização correta das águas e dúvidas sobre as ações dos elementos químicos no organismo, consulte um médico especializado (crenólogo).
O Parque das Águas oferece os serviços de um especialista. Consulte–nos.

Crenologia
Crenologia é o estudo das fontes de águas minerais, sendo pois uma parte da Hidrologia.
Crenoterapia é o tratamento pelas águas minerais.
Águas Minerais "são aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas que possuem composição química ou propriedades físicas ou físico-químicas distintas das águas comuns, com características que lhes confiram uma ação medicamentosa"
(Código de Águas Minerais, decreto-lei nº 7841 de 8 de agosto de 1945).
A ação medicamentosa deverá ser avaliada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral–DNPM para autorização de sua exploração.

 
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As fontes
de Caxambu

Balneário Hidroterápico

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